segunda-feira, 9 de março de 2015

"Vá lá, só seis horinhas e limpamos a nação."

É triste, muito triste quando alguém diz que "O que esta malta precisava era dum Salazar em cada esquina.". Significa que anda tudo num estado de "romboiada" tal maneira que a única solução que o povo vê é roubarem todos os privilégios que alguém tem, algo tão básico como poder ir beber um café sem qualquer preocupação.

Li este texto e fiquei triste... Mas facto é que tem razão, é preciso uma reviravolta agreste para que se apercebam da trampa em que estão enterrados. 

Já ouvi dizer que se passou da falta de liberdade para a libertinagem total. Acredito que assim seja, facto é que no tempo dos meus avós, era ver toda a gente bem comportada  e não havia cá "chungosos da Casa dos Segredos" esses sim chateiam-me esta minha cabeça de Boneca!!

Ora vejam lá o pedaço:

"Conversa de biltre

Era só acabar com os políticos, só acabar com os gatunos, os drogados, os traficantes, os arrumadores, os emigrantes e os doentinhos do Facebook, era tão fácil... 
Isto é tudo a mesma corja. Por estas e outras é que este país não avança. Fascistas mas qual fascistas, nunca houve fascismo neste país. O que esta malta precisava era dum Salazar em cada esquina. O que estes gajos precisavam era de ditadura, cinto apertado e boca calada. Cambada de maricas... isto o problema foi abrirem as fronteiras, darem soltura às gajas, deixarem vir os retornados, fecharem a PIDE, darem o casamento aos pandulos, acabarem com a pena de morte. Isto só lá vai a tiro, isto só lá vai à bala, isto só lá vai com os candeeiros de rua cheios de gajos pendurados.

Seis meses de democracia suspensa só para arrumar a casa; só seis semanas sem parlamento, governo a funcionar por decreto, tribunais fechados e aquela assembleia de chulos em casa sem chatear; vá prontos só seis dias em que a polícia pudesse espancar e arrombar portas sem mandato, só para limpar as ruas, vá... seis horas de lei de talião, cada um agarra sua ripa, seu pé de cabra ou caçadeira se a tiver e vamos amolgar aquele vizinho vermelho, ou preto, ou que é capaz de ser pedófilo, ou que não paga o condomínio, ou que ouve a música demasiado alta demasiado tarde... vá lá, só seis horinhas e limpamos a nação.

Era só acabar com os políticos, só acabar com os gatunos, os drogados, os traficantes, os arrumadores, os emigrantes, os monhés, os comunas, a malta das barracas, os Rendimento Mínimo, os ecologistas, os desempregados que não querem trabalhar, as fufas feministas, os chulos, as putas, os mouros, aqueles anarcas nojentos que têm sempre um cão cheio de pulgas e se riem do nosso esforço, os jeovás de sábado de manhã, os putos dos skates e dos graffitis, os intelectualóides gordos e amaricados, os sidosos e a malta com ébola e legionela, os ganzados, os artistas, os poetas, os professores universitários, as miúdas com cabelo azul, qualquer um que não goste da Sô Dona Amália, os judeus e os árabes, os grevistas dos sindicatos, os recibos verdes mal-agradecidos, os chungosos da Casa dos Segredos, os amigos dos animais, os cromos que lêem banda-desenhada, a escória do call-center que liga à hora de jantar, os brasileiros, os donos de cães que não apanham o cagalhão, os ciclistas, a malta das praxes, das touradas e dos ranchos, os chineses das lojas dos 300, os doentes de doenças raras, os que não separam a reciclagem, os fumadores e os pinguços, os velhos que ainda não foram enfiados num “lar”, os animais que estacionam em cima do passeio, os benfiquistas, os sportinguistas, os portistas, os corruptos, as tricotadeiras e os doentinhos do Facebook, era tão fácil... era só acabar com essa gente e isto era um jardim à beira mar plantado.

A culpa é da gorda alemã, da dominatrix do FMI, do Varoufakis, dos cartoonistas do Charlie Hebdo, dos luso-descendentes que se alistaram para a Síria, do Costa que ou entra mosca ou sai asneira, das madamas da Ajuda de Berço, dos barbeiros hipsters do Bairro Alto que não deixam as gajas entrar, da Carmelinda do POUS, da Teresa Guilherme, da Sô Dona Fátima Lopes que até prova com a máquina da verdade que o Tónho não assaltou a capela, da outra Fátima que nos envenena as segundas e da filha da Felgueiras que faz outro tanto às sextas. A culpa é do 44 e do Carlos Alexandre, dos polícias que ficaram debaixo do comboio, dos ciganos (os ciganos têm sempre culpas no cartório!), a culpa é deles! Não minha... eu não tenho nada a ver com isto! A culpa de certeza que não é minha!"
 Original Aqui
Abreijos

sexta-feira, 6 de março de 2015

É bem Graciano, é bem!

Nunca fui muito fã do Nuno Graciano. Mas, há que saber admitir e dar os parabens ao senhor!! Falou e falou bem!! Ora vejam:

Chocado com uma notícia do “Correio da Manhã, segundo a qual Manuel Maria Carrilho levou o seu filho Dinis, de 11 anos, a testemunhar em tribunal no processo de regulação de poder paternal que o opõe à ex-mulher, Bárbara Guimarães, o apresentador Nuno Graciano desferiu hoje um violentíssimo ataque ao ex-ministro da Cultura.
Dirigindo-se diretamente a Carrilho no programa das manhãs do canal CMTV, disse Graciano o seguinte:
“O que eu vou dizer agora é de pai para pai. Ó Manuel Maria Carrilho, você droga-se ou injeta-se com lixívia? É que uma destas duas é certa. Um pai que submete os filhos àquilo a que você tem submetido os seus, desta forma absolutamente vergonhosa… E olhe que eu estou separado, eu sei do que falo…
“Eu separei-me da mãe dos meus filhos mais velhos, mas mantenho uma enorme relação de proximidade com eles e com a mulher com quem vivi durante dez anos, que é a mãe deles e que, por isso, merece todo o respeito, amizade e carinho.
“Os filhos não têm absolutamente nada a ver com o facto de os pais se separarem. Em que parte desse seu eventual cérebro subdesenvolvido ainda não percebeu que se está a portar pessimamente em todo este processo? Os filhos têm de ser protegidos. Você não tem o direito de colocar um miúdo de 11 anos perante uma situação destas, com o único objetivo de ofender a mãe dele.
“Porque você não quer nem mais nem menos do que isto: manter-se junto da sua ex-mulher, usando os seus filhos. Isto é feio. É próprio de uma pessoa que alegadamente até está com uma demência. Você, vá mas é a um psicólogo, ou a um psiquiatra, porque você precisa de tratamento. Você não tem o direito de fazer isto aos seus filhos, não existe nada na sua filosofia que lhe possa dizer que isto está certo.
“As crianças não têm culpa das paranoias de ninguém, suas, da mãe, seja de quem for. Levar uma criança de 11 anos a ter que intervir perante um juiz para dizer sabe Deus o quê, mandado ou pressionado sabe Deus por quem, é uma coisa que não tem explicação”.
 O original está aqui
Abreijos 

Se todos amassemos assim!



Hoje vou deixar o Abestalhada de lado e abraçar o meu lado Boneca, assim fofinha e meiguinha e que se ia desfazendo completamente!

Confesso que não sabia ao que ia.

Desmazelo meu eu sei.

Estava a trabalhar e informam-me que teria de ir fazer uma reportagem sobre a apresentação do livro "De Mim para Mim".



E parva, não fui pesquisar o que me esperava.

O livro seria de uma Carolina, e onde estava a Carolina? Andava um rapaz pelo palco, de microfone na mão, de lado para o outro. E onde estava a Carolina?!!

Fez-me confusão!

O tempo passou e chegaram as 17h30, hora da apresentação. 

E no banquinho rodeado de apetrechos tecnológicos, senta-se o mesmo rapaz que por lá andava de microfone na mão.



E aí começou a fazer sentido.

A Carolina não estava ali. Nem iria estar. Nem aí nem em mais lado nenhum. Pelo menos fisicamente, porque se há coisa que o Pedro fez questão de referir (o rapaz do microfone que por lá andava) é que a memória da Carolina nunca seria esquecida.

Ela era a bailarina. Ele o músico. E como o destino tem destas coisas, nas palavras de Pedro Pinto, o músico, “ela cometeu a loucura de se apaixonar por mim, e eu cometi a loucura de me apaixonar por ela”. E assim foi, durante quatro anos de imensa felicidade, amor e dedicação um pelo outro. Até ao dia 10 de fevereiro de 2014.

Carolina Tendon faleceu durante o sono, sem ninguém esperar. Sabendo do seu gosto pela escrita e tendo ele próprio lido os textos da sua namorada, Pedro decidiu que a melhor maneira de a lembrar seria cumprir um dos sonhos da jovem Carolina. Editar e publicar um livro, sendo “uma forma digna e especial de a homenagear”.

E foi assim que nasceu “De Mim para Mim”, uma coletânea de textos, escritos entre os 10 e os 22 anos de Carolina. Cada página virada é uma nova fase ou experiência de vida da autora, e nas palavras da sua irmã Susana, onde podemos “apreciar a evolução da escrita e uma personalidade extraordinária.”.

O livro avança com a idade de Carolina e expõe as suas experiências, as suas alegrias, desilusões, os seus amores, as suas questões existenciais, o quão agradecida estava por ter tido a oportunidade de nascer e viver, e segundo a mesma este livro “serve para inspirar a vida – a vossa”.

A música esteve sempre presente no relacionamento de ambos e como tal, deveria estar também nesta apresentação, assim, quem assistiu teve a oportunidade de escutar os temas “Muros” e “Vi Morrer um Verso”, interpretados pelo próprio Pedro, e ainda o texto Foi Chuva, para o qual Napoleão Mira criou uma melodia e interpretou.



Sempre com um sorriso no rosto a cada nova história, fase da vida, ou experiência de Carolina, o Pedro inspira qualquer um!!

Abreijos

terça-feira, 3 de março de 2015

Dolce far Niente #1

Gostava de me levantar da cama, preparar-me e ir para mais um dia de trabalho, com a mesma decisão e animação com que a minha cadela se levanta da caminha dela quando ouve as chaves de casa....


Tenho dito!
Abreijos

If you’re gonna dine with them cannibals, sooner or later, darling, you’re gonna get eaten.



O frase titulo é de  Nick Cave. Mas podia bem ser a legenda da minha vida.
Boas tardes
Abreijos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Há que adorar esta gente!

E eis que surgem os Razzies Awards, na minha opinião faltam alguns, mas por agora fico feliz! 
Ora vejam:
Pior Actriz: Cameron Diaz «Não Há Duas Sem Três» e «Sex Tape - O Nosso Vídeo Proibido»
Pior Actor:  Kirk Cameron «Kirk Cameron’s Saving Christmas»
Pior Realizador: Michael Bay «Transformers: Era da Extinção»
Pior Filme: «Kirk Cameron’s Saving Christmas»
Pior «remake»: «Annie»
Pior Actriz secundária: Megan Fox «Tartarugas Ninja: Heróis Mutantes»
Pior Actor Secundário: Kelsey Grammer «Os Mercenários 3», «Transformers: Era da Extinção», «Think Like a Man Too» e «Legends of Oz: Dorothy's Return» 
Concordam?
Mas o que eu gosto ainda mais é o nome destes prémios em português!! O detentor deste prémio é o orgulhoso detentor da "Framboesa de Ouro", haja bom gosto! Eu prefiro amoras!



Abreijos!!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Opções de Carreira

Toda a gente anda a falar dos Óscares e dos filmes premiados. Pessoalmente não concordei com alguns prémios, acho que foram mal atribuídos. Mas quem sou eu para entender disto?

O que venho aqui comentar nem é sobre os filmes da noite.

Tudo começou com Julie Andrews em 1965 com o musical Musica no Coração. A jovem Julie, já com um Óscar nas mãos, encantou o mundo do cinema com a sua voz e marcou paginas de história.


E ao longo dos anos várias foram as versões e adaptações que foram surgindo. No entanto, este ano surgiu Lady GaGa a mandar por terra todas as  nossas ideias preconcebidas de sua pessoa:


Honestamente já ando a seguir estas suas novas "opções de carreira", acompanhada pelo inconfundível Tony Bennet. Ou seja, sabia que esta jovem tinha muito mais do que PokerFace para nos dar.

E a minha questão é, agora quem é a Queen? Ainda acham que Lordes, Beyoncés e afins são o expoente máximo da musica pop?

Abreijos!